quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Nem tão de longe, a civilização

A gente costuma buscar os braços alheios,

Pensando serem eles responsáveis por nossa calma.

Amplitude exasperada

De cada batida do coração

Quando as mãos alheias nos tocam.

A gente busca os sonhos nos olhares próximos

Deixando, por vezes, o espelho de lado.

Respiração inconstante

Que busca uma droga qualquer para poder sedar

A dor dos devaneios perdidos.

A guerra não vencida

Contra os sonhos que ainda não foram sonhados.

Porque em meio ao insignificante

Estamos perdidos, disformes,

Confortados em nossas falsas esperanças.

Melhor dar um tiro na cabeça.

Renascer.

Jogue fora os neurônios idiotas.

Outro tiro no coração,

Para assassinar a covardia.

Quebre os joelhos e aprenda andar de novo.

Quebre os braços para aprender a estender as mãos.

Fure os olhos e enxergue com seus desejos.

Só não deixe a vida passar assim de graça.

Pior que um corpo sem vida,

É um coração que parou de esperar...