A gente costuma buscar os braços alheios,
Pensando serem eles responsáveis por nossa calma.
Amplitude exasperada
De cada batida do coração
Quando as mãos alheias nos tocam.
A gente busca os sonhos nos olhares próximos
Deixando, por vezes, o espelho de lado.
Respiração inconstante
Que busca uma droga qualquer para poder sedar
A dor dos devaneios perdidos.
A guerra não vencida
Contra os sonhos que ainda não foram sonhados.
Porque em meio ao insignificante
Estamos perdidos, disformes,
Confortados em nossas falsas esperanças.
Melhor dar um tiro na cabeça.
Renascer.
Jogue fora os neurônios idiotas.
Outro tiro no coração,
Para assassinar a covardia.
Quebre os joelhos e aprenda andar de novo.
Quebre os braços para aprender a estender as mãos.
Fure os olhos e enxergue com seus desejos.
Só não deixe a vida passar assim de graça.
Pior que um corpo sem vida,
É um coração que parou de esperar...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
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